Ocorrência de câncer em criança e no adolescente provoca desestruturação familiar

ter, 24/11/2015 - 14:24
“O câncer infanto-juvenil não é uma situação pela qual só a criança e o adolescente passam. Reflete no relacionamento entre as pessoas, mudando a estrutura familiar. Por isso, é importante o trabalho desenvolvido na Casa Ronald McDonald, dando apoio afetivo e material aos doentes e suas famílias”, afirmou o diretor da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, na abertura do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica. Presidido e mediado pela desembargadora Ivone Ferreira Caetano, o fórum lembrou o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, comemorado nesta segunda-feira, 23, com a realização de palestras sobre a incidência da doença e as consequências na estrutura familiar.
 
A chefe da pediatria do Instituto Nacional do Câncer (Inca), médica Sima Esther Ferman, destacou a desmistificação em torno da doença nos últimos 50 anos. Segundo ela, dos casos de câncer registrados no Brasil, três por cento afetam crianças e adolescentes. A abordagem nos cuidados deve ser adequada à faixa etária e o tratamento diferente ao que é dispensado aos adultos. A médica disse ainda que 85% dos casos registrados hoje têm cura. Em 1970, somente 25% dos doentes sobreviviam. Ela ressaltou a importância do diagnóstico precoce para a obtenção da cura. 
 
A médica relatou ainda que, anualmente, 160 mil pessoas são diagnosticadas com câncer no mundo. A maior incidência ocorre nos países de baixa renda, com menos recursos para o tratamento da doença. “O Brasil já atingiu muitos dos objetivos para a redução do câncer, mas o gasto com a saúde no país é menor do que nos Estados Unidos”, disse.
 
Sima Esther Ferman destacou a interação do Inca com a casa Ronald McDonald, numa parceria de 21 anos, e os projetos sociais e de apoio oferecidos pela instituição, entre os quais hospedagem destinada aos doentes em tratamento, incluindo a companhia de um parente. Fornece ainda alimentação, transporte para os hospitais e atividades recreativas para as crianças. De forma complementar, são incluí­dos cursos profissionalizantes, acompanhamento escolar e apoio psicológico por meio de terapias. A médica disse ainda ser importante garantir à criança e, mesmo à família, alimentação e noções de higiene nas residências.
 
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